A importância das ações preventivas e corretivas dentro do Programa Brasileiro de OEA

Atualmente, o Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado (OEA) tornou-se uma ferramenta importante no que tange a proteção e segurança das empresas que participam de mercados globalizados e das que buscam conformidade aduaneira de suas operações.

Esta é uma tendência global no comércio internacional para as empresas que buscam garantir melhores condições de competitividade, visto que atualmente a competição é determinada de forma integrada entre as cadeias de abastecimento. Uma cadeia logística, para continuar operando de forma plena e competitiva, não pode ter elos frágeis que as tornam vulneráveis à movimentação de atividades ilícitas, visto que, se um dos seus componentes estiver envolvido neste tipo de atividade, causaria uma paralisaria a toda a cadeia, afetando o fornecimento a quem ela pertence e, portanto, sua exposição aumentaria sua vulnerabilidade. É por este motivo que as empresas estão buscando demonstrar que são confiáveis e seguras, assim como devem estar cientes da importância na necessidade constante de gerar ações preventivas e corretivas de seus processos, porque se bem implementadas, estas ações podem eliminar as causas reais e potenciais dos riscos e com isto contribuir para a melhoria contínua.

Em alguns casos, é encontrado nas empresas, ou ainda nas consultorias que as assessoram, um claro não entendimento do conceito de "ações corretivas" com a efetiva "correção". A correção elimina a violação ou erro detectado enquanto a ação corretiva faz referência às ações que serão implementadas para eliminar e corrigir as causas que causaram isso. Este último conceito é muito mais relevante, porque garante que o erro não volte a acontecer novamente.

Sobre a aplicação

A maioria das empresas aplicam ações preventivas e corretivas para os resultados relatados nos processos de auditorias interna e/ou externa. Mas é preciso lembrar que estas ações também devem ser utilizadas como resultado de revisão de processos, quando identificado ou materializado um risco no processo, durante o monitoramento dos riscos, na análise de dados e indicadores ou outros.

A diferença entre ações preventivas e corretivas

A diferença aqui apresentada é que a ação corretiva deverá ser aplicada quando o desvio do processo já ocorreu e queremos impedir que este volte a ocorrer novamente.

A ação preventiva deverá ser aplicada quando os desvios de processo ainda não ocorreram, porém existem suspeitas bem fundamentadas de que poderão ocorrer.

As empresas deverão implementar rotinas regulares para a tratativa, de forma eficaz e efetiva, de suas ações, caso contrário estas serão resolvidas somente de forma momentânea, gerando falhas na gestão do sistema de controles internos. A omissão de identificação, registro e tratativa das ações (preventivas e corretivas) também afetará consideravelmente o processo, tornando crítico o fator chave que visa a processos de melhoria contínua.

Atualmente, existem muitas metodologias para auxiliar na execução das análises de causa de desvios, tais como: Os cinco porquês?, Brainstorming, Diagrama de Pareto, Diagrama de Ishikawa (de causa - efeito), folhas de estratificação, Histogramas; entre outros.

Para o Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado (OEA) é importante verificar a eficiência e a eficácia das ações preventivas e corretivas, devido a que isso permitirá que as empresas se certifiquem de não repetir o achado ou incidência em conformidade aduaneira ou segurança na cadeia logística. Para a determinada verificação, orientamos para que as empresas descrevam o caminho como fizeram a prova de conformidade das ações, bem como, registraram os meios de subsistência das ações implementadas.

Por fim, é apresentada aqui a importância na aplicação do processo de ações corretivas e preventivas para as empresas que buscam a certificação citada:

- Minimizar os riscos e/ou erros de processos;

- Melhorar tempos de resposta em processos (continuidade dos negócios);

- Diminuir ou evitar encargos financeiros;

- Manter a qualificação do pessoal;

- Aumentar a confiança e a credibilidade da empresa;

- Controlar a conformidade aduaneira e a segurança nos processos;

- Garantir a melhoria contínua nos processos.

Data de publicação: 14/11/2018

Autor: DANIEL GOBBI COSTA
Graduado em Administração de Empresas e habilitação em Comércio Exterior, com especialização nas áreas de Logística, Qualidade e Gerenciamento de Projetos. Atua, desde 2007, em atividades de Auditoria e Consultoria nas áreas Logística e de Comércio Exterior participando de projetos de implementação e manutenção de controles internos. Professor da Devry do Brasil, unidade Metrocamp de Campinas.

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