PORTOS & CIA: especialista comenta solução para o porto de Santos

SANTOS/SOLUÇÃO - Com base no que vem ocorrendo no setor no Brasil e no mundo, tornou-se óbvia a solução para modernizar o porto de Santos, o maior do País. Fundamental a delegação da gestão do porto para o Estado, como já concedida, com absoluto êxito, ao Paraná e Rio Grande do Sul. Essa delegação, é claro, não cobriria dívidas e compromissos fiscais da Codesp, que permaneceriam com o responsável pela gestão anterior, o governo federal. A outra medida, também indispensável, seria o total afastamento de políticos, com a nomeação de técnicos para o executivo das Docas, do próprio quadro ou contratado. Caro governador, caso consiga entregar o porto a uma empresa particular, logo depois terá mais trabalho em desprivatizar, como ocorreu nos grandes portos públicos de Los Angeles e Roterdã, por pressão dos próprios usuários, terminais, exportadores e importadores.

BEM-VINDO, EMBAIXADOR - O novo embaixador da China, Yang Wanming, manteve encontro de apresentação com membros da Frente Parlamentar Brasil-China e do Grupo Parlamentar Brasil-China, que reúnem mais de 10 partidos. Esse diplomata é bem qualificado para o cargo pois já foi diretor-geral para América Latina e também embaixador no Chile e na Argentina. Ao desejar-lhe boas-vindas, informo que venho colaborando com a representação da China principal importadora de produtos nacionais e também investidora, desde o primeiro artigo, em 1971, antes mesmo do reatamento. Evidentemente, para recuperação da economia brasileira - que interessa também à China - tornou-se da maior importância o bom relacionamento do embaixador com o Planalto.

PIB MUNDIAL - Segundo pesquisa do banco Standard Chartered, já no próximo ano (2020), pela paridade do poder de compra (índice aprovado pelo FMI), a China terá o maior Produto Interno Bruto do mundo, superando os EUA. E, em 2030, mantendo crescimento médio de 5%, o PIB chinês atingirá US$ 64,2 trilhões, o dobro do americano (US$ 31 trilhões). Outros seis países emergentes (Índia, Indonésia, Turquia, Brasil, Egito e Rússia) também estarão entre as dez economias mundiais.

TRUMP/CHINA - Fim de fevereiro, em Washington, foi realizada a 7ª rodada de negociações comerciais, entre os dois países, desta vez de alto nível, com o vice-premier Liu He e o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin. Na realidade, a política de morde/assopra de Trump não vem dando certo, como demonstram os resultados da balança comercial bilateral em 2018. As importações americanas de produtos chineses subiram 5% e o déficit comercial crescendo mais de 10% alcançou US$ 419 bilhões. A próxima rodada, para fechar o acordo - trazendo tranquilidade ao mercado mundial - será dos presidentes Xi e Trump. Em nível recorde, o déficit total da balança dos EUA, em 2018, somou US$ 891,3 bilhões.

NAVEGAÇÃO - Finalmente, o governo resolveu olhar para a cabotagem (navegação entre os portos do litoral), na importante reunião realizada no Syndarma (sindicato dos armadores), com a participação do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e do comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa. Representando o Syndarma, o presidente Bruno Rocha e o vice Luis Resano. Temas importantes para o setor são o custo do combustível e a concorrência dos navios internacionais que retornam vazios do Uruguai e Argentina. Ao final da reunião, Freitas declarou: "Temos uma pauta intensa para impulsionar esse setor".

Data de publicação: 11/03/2019

Autor: CARLOS TAVARES DE OLIVEIRA
Jornalista e consultor de comércio exterior

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