Portos & Cia.: Centronave considera injustificável reajuste de tarifas em Santos

Tarifas de Santos

Sobre esse novo tributo, o Centronave (reúne empresas de navegação estrangeiras) divulgou oportuna e veemente nota considerando injustificável tal reajuste de tarifas (16,7%) em Santos, o maior porto nacional, com 40% do total de contêineres movimentados no País. Após mencionar o grave momento da economia e o expressivo lucro obtido pela Codesp em 2017, a entidade afirma que o Custo-Brasil mais uma vez é agravado "com impacto negativo imposto a toda cadeia exportadora nacional que no momento trava uma dura luta para ser mais competitiva no comércio global". O Centronave espera que os Ministérios da Fazenda e o dos Transportes/Portos revoguem esse reajuste. Logicamente, em benefício da economia nacional.

Loureiro

Comentando esse reajuste de tarifas em Santos, o presidente do Centronave, Claudio Loureiro, afirmou que, na verdade, "não deveria haver aumento algum pelo resultado da Codesp no ano passado". De fato, em 2017, a Codesp apresentou excepcional lucro de R$ 44,4 milhões, que, em parte, recaiu sobre serviços de embarque, onerando as exportações. Referindo-se, também, aos reajustes de tarifas nos portos de Paranaguá, Salvador e Suape, Loureiro assinalou que esses "aumentos de custos afetam a competitividade das exportações brasileiras". Está certíssimo.

Exportação Tributada

Em decorrência da batalha comercial deflagrada pelo presidente Trump, China e EUA, aumentam mutuamente as tarifas de importação, prejudicando as exportações de ambas superpotências. Enquanto isso, na habitual contramão, o Brasil, voluntariamente, eleva o custo dos serviços de embarque, afetando, também, o preço final do produto exportado. Assim, além das absurdas licitações financeiras - inexistente em qualquer país concorrente no mercado mundial - para arrendamento de áreas portuárias, foram reajustadas as tarifas de embarque, além dessa insensata autorização judicial à Codesp para cobrança de imposto territorial (com atrasados de R$ 300 milhões) aos 59 terminais de carga de Santos.

Turismo/Cassinos

Em recente entrevista ao jornal O Globo, o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, afirmou que a reabertura dos cassinos com investimentos de R$ 50 bilhões, pode gerar mais de 100 mil empregos, e, em seguida, recomendou: "A regulamentação dos resorts integrados a cassinos é urgente". A propósito, os empresários que desejarem acompanhar a evolução do assunto turismo/cassinos, no Brasil e no mundo, podem consultar o blog bnldata, do jornalista Magno José.

Candidatos

Nenhum dos inúmeros candidatos à Presidência nas bem próximas eleições, apresentou seus programas/planos concretos de governo para investimentos/comércio exterior. Beirando o assunto, em dois importantes itens, um dos favoritos, o capitão Jair está com problemas para se definir. Já afirmou que "não vai botar o que é estratégico em mãos de países com regime totalmente diferente do nosso". Visará a China? E também disse que, em seu governo, poderia "delegar aos Estados a reabertura dos cassinos", contrariando frontalmente o seu candidato favorito a vice-presidente, o pastor-senador, que comandou a rejeição do projeto da reabertura dos cassinos, com a original acusação da "especial vulnerabilidade dos idosos frente à jogatina".

Data de publicação: 26/07/2018

Autor: CARLOS TAVARES DE OLIVEIRA
Jornalista e consultor de comércio exterior

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